Sinpro Itajaí

Entradas do Janeiro 2009

Estamos de Olho: Colônia de Férias pode trazer problemas ao trabalhador

30 30UTC Janeiro 30UTC 2009 · Deixe um comentário

colonia

Em Itajaí e região, algumas escolas estão convocando seus professores para atuar nas Colônias de Férias sem remuneração extra. “O professor não pode realizar este trabalho sem remuneração. Este é o seu período de férias, conforme a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)”, esclarece a dirigente sindical Eletícia Antônia dos Santos. Ela acrescenta que a escola não pode obrigar o profissional a exercer a atividade e, caso ele aceite, deve assinar um contrato temporário, específico para a Colônia de Férias.

“É importante lembrar ainda que esta é uma atividade de recreação. Durante a Colônia de Férias, não deve ser passado conteúdo programático”, observa Eletícia. A dirigente do SINPRO Itajaí e Região chama atenção também para as Colônias de Férias promovidas durante o mês de julho. “Este é um recesso para os alunos, mas os professores continuam trabalhando. É importante que utilizem este período para cursos, organização e outros atividades extra-classe, e não para o contato direto com os alunos”, conclui.

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Atendimento do SAAE na Delegacia de Brusque

30 30UTC Janeiro 30UTC 2009 · Deixe um comentário

Estão em andamento as negociações para que o SAAE Itajaí e Região inicie o atendimento junto com o SINPRO Itajaí e Região, na Delegacia de Brusque. O objetivo da parceria é que o Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar possa acompanhar mais de perto e prestar atendimento de qualidade aos trabalhadores daquele município e cidades vizinhas.

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Mudança de Endereço

30 30UTC Janeiro 30UTC 2009 · Deixe um comentário

Está prevista para a segunda quinzena de fevereiro a mudança do SINPRO Itajaí e Região para a sua sede própria. No momento está sendo providenciada a reforma da casa que abrigará o Sindicato.

O novo endereço do Sindicato será: Rua Jorge Mattos, 285 – Centro, Itajaí (SC), CEP 88302-138. Nossos telefones continuam os mesmos: (47) 3348-5298 e fone/fax (47) 3349-0070.

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Horário de Funcionamento

30 30UTC Janeiro 30UTC 2009 · Deixe um comentário

Informamos aos nossos parceiros e associados que o SINPRO Itajaí e Região continua atendendo no horário das 8 às 20 horas, sem pausa para o almoço. Nosso horário normal de atendimento será retomado no dia 10 de fevereiro, quando voltaremos a atender das 8 às 20 horas.

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Dona Ana: símbolo de reconstrução e solidariedade

28 28UTC Janeiro 28UTC 2009 · 3 Comentários

J. I. Venera

foto: J. I. Venera

Além de toda a destruição, do desespero e dos prejuízos – materiais e humanos – provocados, a enchente que atingiu Itajaí e região em novembro do ano passado teve um outro lado. O esforço para recuperar as perdas com a tragédia trouxe à tona valores como a solidariedade, o cuidado com o outro e a preocupação com questões (e vidas) humanas. Esta atenção a elementos que antes pareciam tão esquecidos foi materializada na ação coletiva e no trabalho voluntário.

Como exemplo, podemos citar o caso de Ana Felipe Reis, 89 anos, moradora da localidade de Rio Pequeno, em Itajaí. A fúria da natureza tornou inabitável a casa de madeira onde morava Dona Ana. Com a moradia condenada, ela ficou abrigada na residência de uma vizinha.

Quando parecia não haver saída para ela, entrou em cena o grupo de pessoas que tornou possível a reconstrução da sua casa. O impulso inicial aconteceu quando o voluntário Ivan Sanchez Bornes, de Porto Alegre, procurou caminhos para trabalhar pela reconstrução das cidades catarinenses atingidas pela enchente. Desta forma, acabou fazendo contato com o SINPRO Itajaí e Região.

Com apoio do Sindicato, que já conhecia e planejava algumas ações em prol de Dona Ana, Ivan coordenou o projeto de reconstrução da sua casa, ao lado de Francisco Braun Neto e Carlos Francisco dos Santos. Juntaram-se a eles diversos voluntários, alguns também vindos de diversas partes do estado e do país, além de vizinhos e pessoas ligadas ao Sindicato. O SINPRO Itajaí e Região contribuiu com a doação de capital para a obra, além de alimentação, transporte e estadia para os voluntários.

Após algumas reuniões, o grupo concluiu que a casa atingida pela enchente não poderia ser reaproveitada com uma reforma: seria necessária a sua demolição e a construção de uma nova moradia para Dona Ana.

J. I. Venera

foto: J. I. Venera

“O trabalho de todos os que passaram pela casa de Dona Ana foi indispensável”, avalia Ivan Bornes. A construção começou em 22 de dezembro e foi entregue no dia 4 de janeiro, quando Dona Ana passou a primeira noite em seu novo lar.

O grupo enfrentou uma série de desafios para levar adiante o projeto, como as questões burocráticas e a decisão de assumir a reconstrução da casa como uma iniciativa independente. Depois, faltava ainda organizar um plano de ação que coubesse dentro do orçamento e pudesse ser executado dentro do curtíssimo prazo disponível. E durante um período com dois feriados importantes que faziam o comércio fechar: Natal e Ano Novo.

“Foi uma grande experiência, um aprendizado de vida e de trabalho também”, reflete Francisco Braun Neto. Ele mesmo é um exemplo disso. Além dos conhecimentos de marcenaria, encanamento e eletricidade, ele acabou até aprendendo a trabalhar com betoneiras durante a obra.

Para Braun, além das diversas pessoas que passaram pela obra, também merece destaque o envolvimento dos vizinhos. “Eles foram chegando de mansinho e começaram a ajudar. No final, a casa estava cheia de vizinhos ajudando”, relata.

A princípio desconfiados com algo que parecia uma “promessa fácil” de construir uma nova casa para Dona Ana, os moradores próximos foram chegando, dispostos a ajudar da forma como podiam. De acordo com Braun, até mesmo Dona Ana parecia descrente quanto à iniciativa. “Ela estava bastante desconfiada no início”, lembra. “Eu não acreditava. Custei muito a acreditar no começo, quando ainda tinha a casa velha. Achei que ia custa muito a sair”, revela agora a moradora.

André Pinheiro

foto: André Pinheiro

Mas, apesar incredulidade inicial, o movimento foi aumentando até que, entre os dias 2 e 4 de janeiro, havia aproximadamente 15 pessoas trabalhando simultaneamente na casinha, incluindo senhoras e crianças. Com a necessidade de cumprir o prazo, os trabalhos começavam cada vez mais cedo e avançavam até tarde da noite. “Construir uma casa foi uma novidade. Ainda mais pelo pouco tempo em que foi feita”, admira-se Francisco Braun.

Opinião semelhante tem Carlos Francisco dos Santos: “quando começamos, não imaginei o quanto seria importante para Dona Ana. E foi também ao longo do processo que descobri que este trabalho não era uma coisa pequena”. Ele observa ainda que um dos grandes resultados da iniciativa foi a criação de uma verdadeira rede de solidariedade, inclusive com a reaproximação de “pessoas que moravam próximas e não se falavam há tempos”.

A casa de Dona Ana tornou-se, então, um verdadeiro ponto de encontro, enquanto voluntários empenhavam-se em trabalhos como pintura, limpeza e encanamento. A solidariedade também se manifestou por meio de doações, como madeiras, tijolos e sacos de cimento, e outras colaborações.

Após a casa ser erguida e Dona Ana finalmente ocupá-la, Ivan retornou a Porto Alegre para retomar seus compromissos. Mesmo a distância, não perdeu de vista o projeto, mantendo-se sempre em contato com as pessoas que prosseguiam com o trabalho. Neste momento, houve uma renovação de forças, com novos voluntários aderindo à iniciativa, empenhados em outras etapas, como a construção de um novo rancho e do muro dos fundos do terreno, além de atender um pedido da ilustre moradora: a confecção de um jardim para Dona Ana.

J. I. Venera

foto: J. I. Venera

No dia 24 janeiro, um sábado, Ana Felipe Reis completou 89 anos de idade. Durante a comemoração, sua casinha já contava com o jardim e o rancho concluídos, além do muro dos fundos do terreno parcialmente construído. Vizinhos e voluntários, que se transformaram em novos amigos, vieram e lotaram a casa para dar os parabéns a Dona Ana.

Demonstrando intensa felicidade, a anfitriã distribuiu sorrisos, cantou, declamou versos e até dançou. Ao soprar as velas e fazer o agradecimento, afirmou emocionada: “esse pessoal caiu do céu”, referindo-se aos voluntários.

Dois dias depois, a casa já recebia melhorias na instalação elétrica. Foi nesta ocasião que Dona Ana revelou sua desconfiança inicial quanto à reconstrução de sua casa. Depois de testemunhar a força da cooperação e do trabalho voluntário, afirmou: “quando a casa ficou pronta, a gente confiou. E agora ainda estão arrumando”.

Francisco Braun define todo este trabalho como um grande aprendizado, uma verdadeira lição de vida. “Inclusive pela perseverança de Dona Ana, que foi guerreira, acompanhava toda a construção e só ia para a casa da vizinha onde estava hospedada para dormir. Às vezes ela até cochilava acompanhando a obra, mas não arredava pé”, ressalta.

Para ele e também para os outros voluntários que participaram da iniciativa, a casa de Dona Ana tornou-se um símbolo e uma prova concreta de que é possível realizar pequenos milagres, motivados por sentimentos nobres como a abnegação e o desejo de servir. Por isso, aqueles que estiveram presentes neste momento são gratos a Dona Ana pela oportunidade de aprender grandes lições nesta verdadeira aula de solidariedade.


* Texto: André Pinheiro – Jornalista SC 01159/JP

André Pinheiro

foto: André Pinheiro

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