Sinpro Itajaí

Entradas do Novembro 2009

Quinta-feira, dia 26: Assembleia Geral Extraordinária

19 19UTC Novembro 19UTC 2009 · Deixe um comentário

O Sinpro Itajaí e Região está convocando toda a categoria para a Assembleia Geral Extraordinária, no dia 26 de novembro, quinta-feira. A Assembléia será realizada na sede do Sindicato, com primeira chamada de presença às 17h10 e segunda chamada às 17h30.

Na pauta da Assembleia estão os seguintes pontos:

1)      Discussão e aprovação da pauta de reivindicação que será encaminhada à entidade patronal, visando o estabelecimento das cláusulas econômicas e sociais relativas à data base do período de março de 2010 a fevereiro de 2011;

2)      Autorização à Diretoria e Comissão de Negociação para proceder as referidas negociações com a entidade patronal;

3)      Autorização à Diretoria para ajuizar a ação de dissídio coletivo na Justiça do Trabalho, caso não logre êxito nas negociações;

4)      Autorização do desconto da Contribuição Assistencial;

5)      Outros Assuntos de interesse da categoria.

 

A presença de todos os educadores é imprescindível para a organização da nossa categoria.

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Dia Nacional da Consciência Negra: Entrevista com Maria Conceição Pereira

19 19UTC Novembro 19UTC 2009 · Deixe um comentário

Entrevista: Maria Conceição Pereira


“Para eliminar o preconceito, é preciso construir um novo saber. Então, é primordial a formação de professores, a formação de uma nova sociedade”, afirma a militante do movimento negro Maria Conceição Pereira. Integrante do Instituto Isabel Costa de Inclusão Social, a professora aposentada foi também titular da Coordenadoria da Promoção da Igualdade Racial de Itajaí, criada em 2005, durante o Governo Popular.

Nesta entrevista, que tem como tema principal a Consciência Negra, Conceição define: “Ser negro é questão de atitude, saber que é de uma raça sofrida, você conhecer a história e defender a história, e, para isso, assumir de coração, assumir, de alma, toda essa história”.


O que podemos entender por consciência negra?

É realmente a questão da consciência, do entendimento. Eu acho que é conscientizar a população sobre a questão racial. Então é formar esta consciência, construir este novo conhecimento para o cidadão, de modo geral, não só para os negros. Isso, para mim, é ter consciência negra.

A consciência negra, então, não diz respeito somente aos afrodescendentes, mas a toda a sociedade…

A toda a sociedade. O maior erro é achar que esta é uma questão só da população negra no Brasil. E, no entanto, é uma construção de um todo, de uma sociedade em geral. Porque o que acontece com a sociedade, muitas vezes, é não ter a consciência da questão racial como deveria ter. E esse entendimento deveria ser de todo o grande grupo, de toda a sociedade, realmente, de toda a raça. Porque algumas pessoas que são contra os movimentos negros dizem: “ah, existe a separação de raças”. Raça negra foi o rótulo que a sociedade criou. E rótulo vende. E vende muito bem. Então, para melhorar realmente a questão racial no Brasil falta essa consciência, porque muitos se negam a aprender. Há a negação, o não querer saber, o não querer conhecer. Aí surgem o racismo e os preconceitos.

O Brasil ainda pode ser considerado um país racista e preconceituoso? E em que nível?

Ainda. E num nível bastante grande. Até porque o maior mal do Brasil é o racismo sutil. Essa sutileza de dizer que não existe. Isso confunde. Confunde quando você mostra por números, por desigualdades, o analfabetismo, a falta de trabalho. As pessoas sempre procuram puxar para si: “não, não sou preconceituoso, não sou racista”. Mas eu costumo dizer, em relação a todo aquele que “não é preconceituoso”: a empregada tem um quartinho nos fundos, e o cachorrinho fica dentro de casa, tem um lugar na cama. Então, aí você começa a comparar, começa a ver as diferenças que existem, o quanto é forte o preconceito. Então, o que eu posso dizer, assim, no Brasil, é que nós estamos avançando, sim. Desde as lutas dos anos 70, do Movimento Negro, avançamos a cada dia. Isso não dá para negar. Eu não diria tanto no Estado de Santa Catarina, mas no Brasil no seu todo, e até mesmo no município, como alguns outros municípios do Estado, que vêm tendo essa manifestação, fazendo esse trabalho.

O que é ter consciência negra? É construir novos conceitos. Recentemente, o professor e historiador José Roberto Severino, em uma atividade com educadores, mostrou uma foto do século XIX. Então, Itajaí não tinha porto, tinha apenas o rio, que vinha do Alto Vale e desembocava no mar. Itajaí foi um porto construído pela mão do homem. E muito desse trabalho foi feito pela mão escrava. E por que esta invisibilidade? Porque normalmente só fica muito evidente, muito forte, a questão da cultura açoriana. E por que não a mão do homem negro? Nesse trabalho de pedra, das igrejas, de construção, do escravo Simeão, que construiu a primeira igreja, o engenheiro foi lá, fez a planta, mas o homem que carregou a pedra, que fez acontecer, era uma mão escrava. Assim como a pesca da baleia neste litoral. E por que não aparecem, por que não são visíveis?

Você tinha falado em alguns avanços conquistados pela nossa população negra. Quais seriam, pontualmente, estes avanços do movimento negro?

Penso que um dos grandes avanços está na questão das cotas nas universidades. Tanto que já está baixando a poeira, no que diz respeito às revoltas contra as cotas. E em alguns estados maiores, existem também as cotas nos serviços públicos, que reflete na geração de empregos. Isso ainda não chegou aqui, mas vamos caminhar para que também aconteça.

Em algumas páginas e blogs de extrema direita na Internet, existe um argumento muito contundente contra a questão das cotas: é o de que existe uma conspiração para racializar o Brasil e institucionalizar o preconceito. E isso, segundo eles, viria por parte dos próprios movimentos negros. O que você pensa sobre isso?

Esta alegação foi uma das maneiras com que eles tentaram acabar com as cotas. Porque o grande mal da humanidade e, diria assim, de alguns brancos da nossa sociedade, é a questão da igualdade: “Nós não somos racistas, mas se estivermos aqui e o negro lá”.

As cotas nas universidades, os cursinhos gratuitos que estão se criando, isso tudo… Você vê que a questão das cotas foi difícil, e ainda é um processo difícil do próprio negro aceitar. E qual foi o trabalho que estes brancos, estes “não-racistas”, como dizem eles, fizeram? Foi dizer que adotar o sistema de cotas era inferiorizar. E a gente sabe que não era inferiorizar. Porque existem pesquisas, como a do Marcelo Paixão, a do Frei Davi, e vários outros, que provam que o aluno cotista se sai muito melhor em médias, na UnB (Brasília), na Federal de Salvador, na Federal do Rio de Janeiro. Em notas, os cotistas superam os não-cotistas.

Inclusive, este mesmo grupinho de extrema direita costuma dizer que as pesquisas são encomendadas…

Exato. E o que é que eles tentaram fazer com a sociedade negra que estava se utilizando das cotas? Dizer que cota menospreza, inferioriza e cria próprio racismo. Então, entre a nossa juventude, em que falta esse trabalho de auto-estima, falta essa questão de consciência, muitos se deixaram abalar. Os que não se deixam abalar, vão, entram e provam que podem.

Porque para não existir esse processo de cota, o ideal seria que tivéssemos ensino público com as mesmas condições, e isso está muito distante. Então, se nós formos esperar por isso, não caminharemos, não avançaremos. Não haverá avanços. E o interesse da extrema direita, realmente, é que esses espaços não sejam ocupados.

É demarcar o território que é deles… a universidade, o centro da cidade…

É deles. Exato, é deles. “Então, nós não seremos racistas se o negro continuar no gueto”.

Um outro argumento muito utilizado é o de que o próprio negro é racista, sobretudo consigo mesmo. O que você pensa sobre esta afirmação, de que o preconceito vem do próprio negro?

É. Dia desses eu ainda comprei uma briga. Porque me dói, me choca quando as pessoas vêm com este argumento. Não vou dizer que isso não acontece. Por que o que é que falta para o negro, quando ele se coloca nesta posição? Auto-estima. Se ele não tem referencial, se vem de uma família com grandes dificuldades, realmente falta.

O que acontece com a criança negra? A criança negra começa na escola, ela nunca é escolhida para dizer uma poesia, para participar de uma festinha… Sabe, em casa, normalmente tem uma separação, tem uma briga. Ela não constrói uma auto-estima. E se ela não constrói uma auto-estima, o que acontece com ela? Quando ela consegue subir o mínimo degrau que seja, ela se protege. Então, “ah, todo jogador de futebol negro fica rico e casa com uma branca”. Ele quer deixar o passado dele para trás. Porque faltou consciência. Faltou educação e faltou consciência. Às vezes teve até educação, porque você pega vários negros aí, formados no Ensino Médio, no Ensino Superior, que não têm a consciência da luta. Então, o que ele faz? Ele esquece que é negro e, se possível, casa com uma branca e vai clareando a família.

Quando o negro tem mais de uma referência, normalmente fica com aquela que não é negra…

É sempre a clara. Sempre a que não é negra.

E existe toda a questão do referencial convencionado pela sociedade, de que o branco é bom e superior…

Claro. É bom, é bonito… E quando você se aproxima do branco, você deixa as referências um pouco de lado, porque a história do branco é sempre uma história mais bonita…

E, para você, o que ainda deve ser vencido na sociedade? Quais as grandes dificuldades para o povo negro, de maneira geral?

Uma das maiores dificuldades, realmente, é essa falta de consciência. E é preciso eliminar esse pensamento, que ficou muito forte no Brasil, essa questão de que o Brasil é democrático racialmente.

A “democracia racial”, isso não existe. O Censo, agora, vem apontando como negra mais de 51% de uma população assumida. Então, isso é metade de um país que teve mão-de-obra escrava, que construiu as riquezas de um país… Foram as rodovias, foi o café, foi a cana-de-açúcar, enfim… E, depois, fazem a comparação, “ah, mas os italianos…”. Eles vieram para cá com terra, com família, trazendo até o padre. Eles chegavam e em qualquer lugar já formavam uma comunidade. Não foi o caso do negro, que foi arrancado à força…

O negro não veio, trazido…

Separados de familiares, de pai, mãe… um ficou no norte, outro ficou no sul… É uma história muito triste para em muito poucos anos se reverter. Quantos morreram nessa travessia? Quantos morreram?… E quando a mão-de-obra deles não foi mais necessária, foram jogados ao relento. Tem até uma letra de samba-enredo que diz: “Livre do açoite da senzala, preso na miséria da favela…”…  E em pouco mais de cento e vinte anos, só… muitos vão continuar lá… e o Brasil defende uma “democracia racial”. Onde é que está essa democracia? Então este é um grande mito a ser derrubado, vencido, transposto. E isso só vai acontece quando tivermos consciência.

Hoje, através das Leis, iniciando estas discussões na escola, nos trabalhos com as crianças, podemos construindo um novo saber. Então, é papel primordial a formação de professores, a formação da sociedade. Nós não pensamos em construir novos guetos. E, sim, construir novos pensamentos com toda uma sociedade. Haver mais respeito, haver mais amor, haver mais igualdade. Esse eu penso que é o caminho a ser percorrido. Estamos caminhando. Estamos, sim. Porque, antigamente, a pessoa que falasse uma coisa dessas seria presa. E hoje a gente está aí, vencendo barreiras. E temos muitas a serem vencidas.

O trabalho de construir, você sabe que é difícil. E essa é a função dos movimentos negros. É construir, a cada dia, novos conceitos. Porque na construção dos novos conceitos nós derrubamos preconceitos. E isso tudo vem através da educação, da saúde, das políticas que são, sim, necessárias para que, realmente, num futuro, sabe-se lá quando, possamos dizer que nós somos uma sociedade mais igualitária.

 

Entrevista por: André Pinheiro – Jornalista – SC 01159/JP.

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Redução da Jornada de Trabalho Sem Redução de Salário e Sem Aumento de Serviço

19 19UTC Novembro 19UTC 2009 · Deixe um comentário

Nota Técnica do DIESAT – Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho

 

O DIESAT – Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho, fundado em 1980 como um órgão de assessoria técnico-científica ao movimento sindical nas questões relativas à Saúde dos Trabalhadores e Trabalhadoras, apresenta sua contribuição na campanha conjunta das seis centrais sindicais brasileiras pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário.

A campanha e a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras defendem a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional – PEC 231/95 – que propõe a diminuição da jornada das atuais 44 horas para 40 horas semanais e o aumento da remuneração da hora extra (de 50% para 75% acima da hora normal).

A Nota Técnica que segue abaixo, fruto da contribuição de um dos membros do Conselho Científico do DIESAT, tem como objetivo analisar esta questão de amplo interesse dos trabalhadores e que mantém relação direta com as condições de trabalho, o ritmo e a intensidade do trabalho e seus impactos sobre a saúde dos trabalhadores.

Outubro/2009.

Redução da Jornada de Trabalho Sem Redução de Salário e Sem Aumento de Serviço

Por Leda Leal Ferreira

 

* Médica, pesquisadora da Fundacentro, Membro do Conselho Científico do DIESAT.

A redução da jornada de trabalho foi e continua sendo uma das maiores reivindicações do movimento sindical de todo o mundo. Através de muitas lutas se alcançou a diminuição de jornadas de 10, 12 e até 14 horas para as atuais 8 horas diárias.

Dados do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas – IPEA mostram que, no Brasil, o número médio de horas trabalhadas pelas pessoas que declararam estar ocupada baixou de 45,1 em 1981 para 39,4 horas em 2007. Apesar desta redução, ainda há milhões de pessoas que trabalham acima do limite constitucional de 44 horas semanais. O IBGE, em 2007, estimava que quase 18 milhões de brasileiros trabalhassem 49 ou mais horas semanais (no total da população ocupada de quase 91 milhões de pessoas). Entre os mais de 52 milhões de empregados, cerca de 7,5 milhões trabalhavam 49 horas ou mais por semana.

Teoricamente, uma redução da jornada de trabalho deveria resultar numa diminuição da produção. Para isto não ocorrer, as empresas deveriam contratar mais trabalhadores (é o que o movimento sindical reivindica) ou então investir em tecnologias que permitissem que se produzisse maior quantidade de produtos em menos tempo e com a mesma quantidade de trabalho.

Mas a história mostra que quando há uma redução legal da jornada de trabalho resultante da luta dos trabalhadores, as empresas (que foram contrárias e resistiram a esta diminuição) tentam compensar as perdas de produção (e de mais valia) decorrentes desta diminuição da jornada aumentando o trabalho de quem já trabalha, que passa a trabalhar mais.

O que aconteceu em algumas empresas após a Constituição brasileira de 1988 diminuir de 8 para 6 horas diárias a duração do trabalho em regime de turnos ininterruptos de revezamento é um bom exemplo: ao invés de contratarem mais trabalhadores para compor uma outra turma (uma quinta turma ou quinto turno), algumas empresas apenas redistribuíram o total de trabalhadores em turnos por mais uma turma.

Assim, por exemplo, uma fábrica onde havia 40 trabalhadores trabalhando em quatro turnos de 8 horas, ou seja, 10 trabalhadores por turno passou a ter os mesmos 40 trabalhadores em 5 turnos de 6 horas, ou seja, 8 trabalhadores por turno. Para cada um destes trabalhadores aumentou a quantidade de serviço, embora tenha diminuído a duração do trabalho. Houve uma diminuição da jornada e um aumento na intensidade do trabalho. Com este expediente, muito dos benefícios propugnados pela diminuição da jornada foram anulados. De fato, o espírito do constituinte ao diminuir a jornada de 8 para 6 horas diárias era o de compensar os efeitos negativos que o trabalho em turnos ininterruptos de revezamento provoca: uma desordem temporal no organismo, que é obrigado a trocar frequentemente de horários de trabalho (e de repouso), trabalhando ora de dia ora de noite. Esta desordem temporal pode causar problemas de várias ordens, a começar por distúrbios de sono e de vigília passando por dificuldades na vida social e familiar.

Assim, para compensar esses efeitos negativos o constituinte propugnou uma diminuição da jornada. Mas este papel compensador só seria efetivo se não causasse um aumento da quantidade de trabalho.

Para que a diminuição da jornada de trabalho crie mais empregos e aumente o tempo que os trabalhadores têm para seu lazer é preciso que, além de não reduzir salários, ela não seja seguida de um aumento de serviço ou, em outras palavras, de um aumento na intensidade do trabalho ou, o que é o mesmo, de uma intensificação do trabalho. Por isso, os trabalhadores devem estar atentos à intensidade do trabalho e a algo que muitas vezes aparece como sinônimo de intensidade (embora não o seja): a produtividade do trabalho.

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“O pior da crise já passou”, afirma analista do DIEESE

17 17UTC Novembro 17UTC 2009 · Deixe um comentário

José Álvaro de Lima Cardoso, supervisor técnico do Escritório Regional do DIEESE em Santa Catarina, aponta a atual conjuntura como favorável para argumentação da classe trabalhadora nas mesas de negociação.

 

O 1º Conselho Sindical da Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado e Fundações Públicas de Direito Privado e/ou Comunitárias do Estado de Santa Catarina – FETRAESC, realizado no dia 14, em Chapecó, foi marcado por varias discussões em torno da organização sindical.

Para que a classe trabalhadora possa organizar suas lutas e mobilizações, é cada vez mais importante o conhecimento de informações, estatísticas e pesquisas que esclareçam sobre o cenário social, político e econômico. Por isso, um dos pontos altos do 1º Consind foi a análise de conjuntura apresentada por José Álvaro de Lima Cardoso, supervisor técnico do Escritório Regional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos – DIEESE em Santa Catarina.

“O pior da crise mundial já passou”, afirma Cardoso. Sobre o cenário internacional, o analista afirma: “não está sendo tão fácil redesenhar a arquitetura da economia internacional após a crise”. Ele observa que, na crise, os países tentam soluções individuais, o que dificulta também a organização. Outra constatação é que o G-7 (grupo dos países mais ricos) teve o seu poder bastante enfraquecido devido à ascensão dos países emergentes.

 

Falando especificamente do Brasil, Cardoso afirma que a crise não chegou a ser uma ‘marolinha’, como declarou o presidente Lula. No entanto, o Brasil se saiu muito bem. Houve uma recessão no último semestre de 2008, mas o país teve uma recuperação rápida.

O analista é categórico: “o Brasil não foi substancialmente atingido pela crise, exceto no setor industrial”. Isso, no entanto, não impediu que ocorressem alguns problemas. O primeiro deles, de acordo com José Álvaro, está diretamente lidado a uma das características da crise, que foi o congelamento dos investimentos. “Após a crise, a taxa de investimentos no Brasil não foi retomada e não voltou à normalidade”, explica.

Outra consequência foi a supervalorização do real em relação ao dólar. O governo brasileiro está intervindo, comprando dólares para que o preço da moeda estadunidense não caia tanto.  Mas isso não tem sido suficiente.

Tais problemas, porém, não impedem que as previsões sejam otimistas. “As bases para o Brasil voltar a crescer 5% ou mais em 2010 parecem hoje bastante firmes”, projeta Cardoso. Ele cita como um dos fatores positivos a menor taxa de juros da história do Brasil, cujos efeitos deverão ser sentidos rapidamente.

Também tem efeito benéfico a alta do salário mínimo acima da inflação. Isto, segundo o analista, vem forçando a subida da escala salarial brasileira nos últimos anos. Além disso, os pisos estaduais de salários também têm resultados, ainda que indiretos, melhorando a expansão da economia. Somado a isso, vivemos também um período de aquecimento do mercado de trabalho. “Os empregos formais crescem pelo menos um milhão este ano no Brasil”, ressalta.

Ao final, o supervisor técnico do DIEESE chamou a atenção dos sindicalistas: “e o que tudo isso tem a ver com o trabalhador? Esta conjuntura, com o crescimento dos empregos e a melhoria econômica, é muito importante para todos nós”. Comparando com cenários anteriores, Cardoso explicou que enfrentar um processo negocial em uma conjuntura como a do início deste ano é extremamente complicado. Por outro lado, em um quadro que apresenta melhoria nos indicadores econômicos, é muito mais fácil argumentar e obter bons resultados nas mesas de negociação.

 

 

Texto e fotos: André Pinheiro – Jornalista / SC 01159-JP

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FETRAESC realiza seu primeiro Conselho Sindical

16 16UTC Novembro 16UTC 2009 · Deixe um comentário

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1º Consind aconteceu no sábado, 14, na cidade de Chapecó.

 

A Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado e Fundações Públicas de Direito Privado e/ou Comunitárias do Estado de Santa Catarina – FETRAESC realizou neste sábado, 14, o seu primeiro Conselho Sindical – Consind. Com o tema “Novos Desafios na Política Sindical”, o encontro aconteceu na cidade de Chapecó.

Entre as principais deliberações tomadas no Conselho, estão a aprovação do Regimento Interno – com apenas duas alterações –, a apresentação do planejamento para o próximo período e o lançamento do 1º Congresso da FETRAESC, com data prevista para julho de 2010.

Para a coordenadora geral da FETRAESC, Adércia Hostin, a avaliação deste 1º Consind é positiva. “Podemos dizer que a atividade de hoje foi bastante produtiva, com todos os participantes empenhados nas discussões. A pauta deste primeiro Consind foi vencida, dentro do que está sendo construído pelas entidades”, analisa.

Adércia lembra ainda de uma outra questão, que é de extrema importância para o movimento sindical: a negociação coletiva. “A partir das discussões de hoje, o processo de negociação foi deflagrado. Cabe a nós, agora, a elaboração de estratégias e políticas mais contundentes para o diálogo com a classe patronal”, argumenta.

Outras deliberações importantes do 1º Consind foram as aprovações das filiações à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – CONTEE e ao Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos – DIEESE. Sobre estas filiações, o secretário de Administração e Finanças da FETRAESC, Lourivaldo Schülter, afirmou: “se fundamos esta Federação, é porque ninguém quer lutar sozinho. É importante também ter em mãos estudos, pesquisas, dados para poder sentar à mesa de negociação”.

 

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A este respeito, a coordenadora geral, Adércia Hostin, alerta para a necessidade de clareza de objetivos. “Quando decidimos nos filiar a uma entidade, precisamos saber o que queremos com esta entidade e o que queremos desta entidade. É preciso buscar esta filiação como instrumento de mudança em prol da classe trabalhadora”.

Devido ao pouco tempo de duração do 1º Consind, o debate sobre a filiação da FETRAESC a uma central trabalhista ainda está em aberto e será retomado em outra oportunidade.

 

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Nas mesas redondas, foram discutidos ainda o papel da Federação na organização dos trabalhadores e a sustentação financeira da FETRAESC. No encerramento, o supervisor técnico do Escritório Regional do DIEESE em Santa Catarina, José Álvaro de Lima Cardoso, realizou uma análise da conjuntura regional e falou também sobre as perspectivas para o processo negocial 2010. Na análise de Cardoso, o pior da crise mundial já passou. “O consenso está difícil no G-20, até porque não está sendo tão fácil redesenhar a arquitetura da economia internacional”. O representante lembrou que em situações de crise como esta, os países tentam soluções individuais, o que dificulta a organização.

“No Brasil, a crise não chegou a ser uma ‘marolinha’, como declarou o presidente Lula. Mas o país se saiu muito bem, com uma pequena recessão no último semestre de 2008, que teve recuperação rápida”. O analista apontou como fatores importantes do atual cenário alta do salário mínimo, que deve impulsionar a escala salarial brasileira, e o aquecimento do mercado de trabalho. “O crescimento dos empregos formais será superior a um milhão este ano no Brasil”, prevê.

Esta conjuntura, portanto, pode ser encarada como uma boa oportunidade de garantir direitos ao trabalhador durante o processo negocial. “Se você tem melhoria nos indicadores econômicos, é muito mais fácil argumentar e obter bons resultados nas mesas de negociação”, explica Cardoso.

 

Para visualizar todas as fotos do 1º Consind, clique aqui.

 

Texto e fotos: André Pinheiro – Jornalista / SC 01159-JP

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Nesta sexta, 13: Assembleia sobre Bolsa de Estudos com Professores do Colégio São José

13 13UTC Novembro 13UTC 2009 · Deixe um comentário

Nesta sexta-feira, 13, o Sindicato dos Professores de Itajaí e Região realiza uma Assembleia com os professores do Colégio São José para tratar das bolsas de estudo. O encontro acontece às 18 horas, na sede do Sindicato.

A dirigente do Sinpro, Eletícia Antônia dos Santos, lembra que a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) garante ao Sindicato o direito de definir os critérios para conceder as bolsas de estudo aos professores e seus dependentes. “Sentimos necessidade de chamar esta Assembleia porque a distribuição das bolsas de estudo por este estabelecimento está um tanto confusa”, informa Eletícia. Ela acrescenta que a Assembleia irá acontecer no Sindicato porque foi vetada a sua realização no estabelecimento de ensino.

Além de Eletícia, também devem participar da Assembleia os dirigentes Valdori Schveper e Valdir Backes. “É importante que os professores se façam presentes para garantir as melhores condições na construção desta política de concessão de bolsas de estudo”, alerta a sindicalista.

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FETRAESC promove Conselho Sindical neste sábado

12 12UTC Novembro 12UTC 2009 · Deixe um comentário

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Sinpro Itajaí e Região é um dos seis sindicatos que estão construindo a nova Federação.

 

Neste sábado, dia 14, a Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado e Fundações Públicas de Direito Privado e/ou Comunitárias do Estado de Santa Catarina – FETRAESC irá promover o seu primeiro Conselho Sindical – Consind.

Com o tema “Novos Desafios na Política Sindical”, o 1º Consind acontece na sede do Sinproeste, na cidade de Chapecó. As atividades serão realizadas das 8h às 17h30. O Conselho Sindical é o órgão deliberativo, onde são tomadas as decisões e traçadas as estratégias da FETRAESC. Devem passar pelo Consind, entre outras discussões, a revisão orçamentária anual, o planejamento anual, a aprovação ou não de filiação da Federação a entidades e a convocação do Congresso da FETRAESC.

A coordenadora geral da FETRAESC, Adércia Hostin, encara o 1º Consind como um grande momento para que aconteçam as discussões necessárias para a estruturação de um planejamento para a entidade. “Acredito que todos os diretores da FETRAESC, junto com suas entidades e representando suas bases, discutam seriamente as políticas e estratégias para o próximo período”, afirma. Adércia chama a atenção ainda para que seja levado em conta o aspecto coletivo da Federação, composta por seis sindicatos. “É importante que todos tenham consciência da unidade e de que tudo está sendo exaustivamente discutido, de forma coletiva”, observa, acrescentando que “o papel principal de Federação é fortalecer a luta dos trabalhadores. Além disso, nada está começando no Consind. Todos os pontos que serão discutidos são construções anteriores ao Conselho”.

 

Programação

Na abertura do Conselho, serão apresentadas as entidades. Na mesa, estarão presentes Adércia Hostin, coordenadora geral da FETRAESC e presidenta do Sinpro Itajaí e Região; Erivelto Konfidera, adjunto da secretaria de Organização da FETRAESC e presidente do Sinproeste Chapecó; Neudi Antonio Giachini, presidente da Central Única dos Trabalhadores – CUT/SC; Alzumir Rossari, secretário de Comunicação da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB/SC; Cássio Galvão Bessa, coordenador Regional Sul CONTEE e coordenador geral da Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado do Rio Grande do Sul – FeteeSul – Sinpro/RS.

Logo depois, o Regimento Interno da FETRAESC será submetido à aprovação no Conselho. Esta atividade será coordenada por Marcos Antonio Nunes, secretário de Formação Sindical da FETRAESC e presidente do SAAE Oeste.

Ainda para o período da manhã está programada a mesa redonda “O Papel da Federação na Organização dos Trabalhadores em Educação”, seguida de debate. O expositor será Edson Oliveira Santos, diretor da Secretaria de Administração da Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino no Estado do Rio de Janeiro – FETEERJ. O mediador será Cássio Bessa, e o coordenador da mesa será Erivelton Konfidera.

A programação da tarde começa com a apresentação do Plano de Trabalho para o próximo período. A exposição será de Adércia Hostin, coordenadora geral da FETRAESC. A mesa será coordenada por Gisele Vargas, representante do Sinpaaet e adjunta da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Relações Trabalhistas e Intersindicais da FETRAESC.

A mesa seguinte terá como tema “Sustentação financeira FETRAESC – Aprovação da previsão orçamentária para o próximo período”. O expositor será Lourivaldo Rohling Schülter, do Sinpronorte, secretário de Administração e Finanças da FETRAESC. A coordenação será de Jailson de Jesus, também do Sinpronorte e adjunto da mesma secretaria. Após esta discussão, os integrantes permanecem na mesa para debater a filiação da FETRAESC à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – CONTEE, à Central Sindical e ao Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos – DIEESE.

No encerramento, a mesa “Conjuntura Regional – Perspectivas para o Processo Negocial 2010” terá a exposição de José Álvaro de Lima Cardoso, supervisor técnico do Escritório Regional do DIEESE em Santa Catarina. A coordenação será de André Ricardo Hall, presidente do SAAE Itajaí e secretário de Educação, Saúde e Cultura da FETRAESC.

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CUT-SC irá promover Ato Público sobre o Pré-Sal em Florianópolis

12 12UTC Novembro 12UTC 2009 · Deixe um comentário

Atividade acontece no dia 26, quinta-feira, às 13 horas. Leia abaixo o comunicado na íntegra.

 

Companheiros e companheiras

As reservas de petróleo descobertas na costa brasileira farão do nosso país uma das três maiores nações petrolíferas do mundo. Localizadas em águas ultra-profundas, abaixo da camada de sal – o chamado Pré-Sal, essas reservas deveriam ser integralmente do povo brasileiro, não fosse a ação entreguista dos neoliberais, que acabaram com o monopólio estatal e abriram a exploração das nossas jazidas para as empresas privadas. A atual legislação (Lei 9.478/97) permite que multinacionais explorem e produzam o petróleo e gás do Brasil, se apropriem das nossas riquezas e façam o que quiser com elas. Desta forma, é URGENTE uma nova legislação para regular a indústria de petróleo, garantindo que as reservas gigantescas recém descobertas sejam controladas pelo Estado e que as riquezas produzidas sejam utilizadas prioritariamente em benefício do povo brasileiro.

A CUT-SC vem propor nesse sentido a todas entidades filiadas que estimulem o debate sobre o pré-sal com os trabalhadores, ressaltando a importância de se criar uma nova legislação para regular o setor petróleo, que garanta ao Estado brasileiro controlar e planejar onde serão investidos os recursos oriundos do Pré-Sal. Por isso, também estamos coletando assinaturas para apresentarmos ao Congresso Nacional um projeto de lei de iniciativa popular, que consolide o monopólio estatal do setor petróleo, o fim das concessões para exploração das reservas brasileiras, a destinação social destas riquezas e o fortalecimento da Petrobrás enquanto empresa eminentemente pública. Além disso, com intuito de impulsionar ainda mais o debate, a CUT-SC disponibiliza informações sobre o Pré-sal em sua página www.cut-sc.org.br e fará um ato público dia 26 de novembro, quinta-feira, a partir das 13h, em frente a Igreja da Catedral, em Florianópolis. Convocamos a todas entidades a participarem da atividade e de que as regionais da CUT-SC possam também estar elaborando outras atividades em relação ao Pré-sal nas suas regiões.

 

Saudações Cutistas

Neudi Antônio Giachini

Presidente

Anna Julia Rodrigues

Secretária Geral

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Discussão sobre Plano de Carreira

10 10UTC Novembro 10UTC 2009 · Deixe um comentário

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Na tarde desta terça, dia 10, o Sinpro Itajaí e Região realizou mais uma rodada de discussões com os professores do Instituto Fayal de Ensino Superior (IFES) sobre o Plano de Carreira. A atividade foi conduzida pelo dirigente do Sinpro, Valdori Schveper.

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Instituto oferece oportunidade de intercâmbio internacional

10 10UTC Novembro 10UTC 2009 · 2 Comentários

O Instituto Hispano-Luso-Brasileiro está recebendo propostas de pessoas interessadas em realizar intercâmbio cultural. A entidade conta com o apoio de uma série de instituições e universidades no Brasil, Espanha e Portugal para viabilizar a troca cultural entre os países.

Línguas

A responsável pela implantação da sede do Instituto em Blumenau, Ana Maria Pinto, informa que a entidade está ofertando 10 vagas para o intercâmbio de línguas para 2010, através de um convênio com a universidade de Salamanca, na Espanha. As pessoas interessadas devem apresentar currículo, junto com uma carta de apresentação, dizendo porque consideram importante participar deste intercâmbio na Espanha, que tem duração de 90 dias.

Cultura

Para o intercâmbio cultural, os artistas devem entregar uma proposta acompanhada de portfólio. O programa engloba propostas relacionadas à cultura brasileira, música, artes plásticas e visuais, artes cênicas e literatura, entre outras expressões artísticas. Ana destaca a oportunidade para escritores que não conseguiram editar suas obras no Brasil. “Existe uma grande possibilidade de conseguir editar as obras em galego (idioma da região da Galícia, noroeste da Espanha), principalmente livros de poesia”, anuncia.

 

Mais informações: Fones (47) 3237-6626 / (47) 88744613

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