Sinsej publica imagens da greve de agosto de 2010 e conto de Jack London

A greve de agosto de 2010, organizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Joinville (Sinsej), mostrou que a luta por direitos e melhores condições de trabalho depende da união e da classe ou categoria organizada. “Depois de 18 anos, os trabalhadores no serviço público municipal de Joinville puseram-se em movimento novamente para defender seus direitos, para reafirmar sua dignidade e sua identidade de classe”, contou Ulrich Beathalter, presidente do Sinsej.

O registro fotográfico desta mobilização foi publicado em livro, precedido de um dos mais importantes contos da literatura engajada: “A greve”, de Jack London.

“A classe trabalhadora, com sua melhor roupa de domingo, havia saído a tomar ar e a observar os efeitos da greve.” Com essa narrativa, Jack London (1876 a 1916) constrói um cenário inusitado. Ele narra uma greve pacífica, mas que levou patrões a exaustão, quando a paralisação geral truncou a lógica do capitalismo. Helena Suart sintetizou bem este brilhante conto: “uma greve sem piquetes, atos públicos ou enfrentamentos. Uma greve minuciosamente planejada pelos sindicatos e que deixou a classe dominante sem meios para alimentar uma resistência. Vivenciamos os horrores pelos olhos de um membro da classe dominante entregue às necessidades. Uma criação genial do grande escritor”.

Com a publicação, a diretoria do Sinsej evidencia a importância da luta organizada e na divulgação de narrativas de esquerda. A literatura engajada tem sempre sangue correndo nas palavras. Ela pulsa como a vida.

J. Isaías Venera, dirigente do Sinpro

 



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