O que está em jogo no Fórum Social Mundial 2011

As questões do Fórum Social Mundial de Dakar estão organizadas em três grandes temas: a conjuntura global e a crise, a situação dos movimentos sociais e cívicos e o processo do Fórum Social Mundial. O FSM Dakar também será o momento para o debate sobre o caráter incompleto da descolonização e devir de uma nova fase descolonização. No Fórum de Dakar uma outra questão fundamental será a do seu alcance político nas mobilizações sociais e da cidadania. Isso conduz ao problema da expressão política dos movimentos sociais e de sua relação com os governos.

Leia artigo de Gustave Massiah e Nathalie Péré-Marzano:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17312

 Fonte: Carta Maior

Sinsej publica imagens da greve de agosto de 2010 e conto de Jack London

A greve de agosto de 2010, organizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Joinville (Sinsej), mostrou que a luta por direitos e melhores condições de trabalho depende da união e da classe ou categoria organizada. “Depois de 18 anos, os trabalhadores no serviço público municipal de Joinville puseram-se em movimento novamente para defender seus direitos, para reafirmar sua dignidade e sua identidade de classe”, contou Ulrich Beathalter, presidente do Sinsej.

O registro fotográfico desta mobilização foi publicado em livro, precedido de um dos mais importantes contos da literatura engajada: “A greve”, de Jack London.

“A classe trabalhadora, com sua melhor roupa de domingo, havia saído a tomar ar e a observar os efeitos da greve.” Com essa narrativa, Jack London (1876 a 1916) constrói um cenário inusitado. Ele narra uma greve pacífica, mas que levou patrões a exaustão, quando a paralisação geral truncou a lógica do capitalismo. Helena Suart sintetizou bem este brilhante conto: “uma greve sem piquetes, atos públicos ou enfrentamentos. Uma greve minuciosamente planejada pelos sindicatos e que deixou a classe dominante sem meios para alimentar uma resistência. Vivenciamos os horrores pelos olhos de um membro da classe dominante entregue às necessidades. Uma criação genial do grande escritor”.

Com a publicação, a diretoria do Sinsej evidencia a importância da luta organizada e na divulgação de narrativas de esquerda. A literatura engajada tem sempre sangue correndo nas palavras. Ela pulsa como a vida.

J. Isaías Venera, dirigente do Sinpro

 



Diretoria da Fetraesc define prazo para entrega da pauta para Negociação Coletiva

A diretoria da Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado e Fundações Públicas de Direito Privado e/ou Comunitárias do Estado de Santa Catarina (Fetraesc) esteve reunida ontem (17), com objetivo de unificar as pautas de reivindicações construídas com as bases dos seis sindicatos que compõem a entidade.

No encontro ficou decidido que o documento para iniciar a Negociação Coletiva de 2011/12 com o Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina (Sinepe), será entregue no dia 28 de janeiro.

Entre as novas cláusulas propostas do Sinpro, apresentadas na reunião pelo dirigente sindical e Secretário de Comunicação da Federação, José Isaías Venera, está a que institui hora tecnológica. Os professores que participaram da Assembleia Geral do dia 26 de novembro entendem que as novas tecnologias integradas ao sistema escolar estão criando outras atribuições ao professor, e é preciso considerá-las como hora trabalhada.

As enchentes tratadas como espetáculo

Reproduzo artigo de Laurindo Lalo Leal Filho, publicado no sítio Carta Maior:
Todas as redes comerciais de televisão no Brasil têm as suas moças do tempo. São herdeiras, em São Paulo, do Narciso Vernizzi, o primeiro “homem do tempo” da rádio Jovem Pan.

Elas surgem do nada, entre uma notícia e outra, aparecem no canto da tela e caminham para o centro, mostrando mais que o tempo as suas belas curvas.

Em casa, o telespectador vê atrás das moças as indicações do clima e da temperatura em todo o Brasil. Com algumas variações, esse tipo de informação é universal. O canal mundial da BBC mostra o tempo em várias partes do mundo, sem as moças.

São informações úteis, mas limitadas. Ajudam a sair de guarda-chuva no dia seguinte ou, aos viajantes, a escolha do que colocar na mala. Não sei se informações tão superficiais e genéricas contribuem para decisões mais importantes, como dos agricultores, por exemplo.

Apesar do avanço da internet, o rádio e a televisão ainda são os mais eficientes e abrangentes serviços públicos de informação. Não há outro meio que consiga falar de forma tão rápida para milhões de pessoas ao mesmo tempo.

Em momentos críticos tornam-se imprescindíveis. Pena que, por aqui, são pouco usados nesse tipo de prestação de serviços.

No caso de tragédias, como as deste início de ano, ao invés de moças desfilando à frente de ilustrações artísticas, deveríamos ter as programações interrompidas.

Em seu lugar seriam formadas cadeias nacionais ou locais de rádio e TV, antes das catástrofes, dando orientações seguras para a população. Sem pânico, mas com precisão e firmeza. E não generalizando com frases do tipo “chove no litoral do nordeste”.

Trata-se de um de trabalho que deve ser o mais localizado possível, com o envolvimento articulado dos serviços de meteorologia, da defesa civil e do jornalismo, na produção das informações.

Quantas vidas não poderiam ter sido salvas se, em vez colocar no ar o Ratinho ou o Big Brother, as emissoras tivessem avisado à população de que fortes chuvas estavam previstas para a serra fluminense na noite anterior à tragédia, com instruções dos poderes públicos sobre como agir.

Ou, no caso, de São Paulo que vias deveriam ser evitadas na iminência dos temporais, já que não há segredo nessa cidade sobre onde se localizam os eternos pontos de alagamento.

Para obter mais eficiência, esse serviço deveria ter seu foco nas informações locais. Dai a importância da regionalização das programações de rádio e TV, tão combatida pelos concessionários do setor.

No entanto são elas que darão às emissoras regionais e locais experiência, tanto na produção como na técnica, para enfrentar com competência situações extraordinárias.

Nem todos se salvariam, é verdade. Mas, com certeza, os danos seriam menores.

Furacões violentos que varrem o Caribe todos os anos causam grandes estragos materiais em Cuba, mas pouquíssimas vítimas.

Simplesmente porque as autoridades estabelecem planos precisos para a retirada da população das áreas criticas e a orientam através do rádio e da TV, com razoável antecedência, sobre as medidas que devem ser tomadas.

Muitos navios não foram à pique na costa brasileira graças ao programa radiofônico “A Voz do Brasil”. A seção “Aviso aos navegantes” informava todos os dias, minuciosamente, as condições das bóias de luz, sinalizadoras dos perigos naturais existentes no mar.

Era o rádio atuando como serviço público numa época de recursos eletrônicos muito limitados, se comparada aos hoje existentes.

Satélites transmitem informações meteorológicas com alto grau de precisão e as redes de rádio e TV cobrem todo o território nacional.

Falta apenas articular esses dois serviços com planos nacionais e locais de prevenção à catástrofes naturais.

No caso das enchentes no sudeste e centro-oeste, trata-se de problema datado, de dezembro a março. Há todo o resto do ano para o trabalho de planejamento e articulação.

Quem toma a iniciativa?

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4928

Censo do MEC mostra que média de alunos por professor no ensino superior privado é maior que a do público

Da página da Contee:

Em 2009, o Brasil registrou 2.314 Instituições de Ensino Superior (IES), com um número médio de alunos por professor de 17,4. É o que mostram os dados do Censo da Educação Superior de 2009, divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Ministério da Educação (MEC). Nas universidades públicas, a média é de 12,39 graduandos para cada docente, enquanto no setor privado essa relação é superior a 20.

Saiba mais:
http://www.contee.org.br/noticias/educacao/nedu1912.asp

Reunião da Fetraesc

Na próxima segunda (17/01), o Sinpro participará da reunião da diretoria executiva da Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado e Fundações Públicas de Direito Privado e/ou Comunitárias do Estado de Santa Catarina (Fetraesc). Entre as pautas, será definido o planejamento da entidade para 2011, federação composta por seis entidades sindicais.

No encontro, o Sinpro Itajaí e Região apresentará a pauta de reivindicações construída na assembleia do dia 26 de novembro, do ano passado.

Cinema GNC

O Sinpro oferece a parceria do Cinema CNC para você professor(a) filiado(a).

Verifique a programação do GNC de Balneário Camboriú:

http://www.gnccinemas.com.br/conteudo/home.asp

* Os ingressos para a rede GNC são válidos para todo o estado e devem ser adquiridos com descontos na sede do Sinpro.

Na cidade de Joinville, no Shopping Garten a rede de cinemas GNC, já conta com filmes 3D, para esta sessão é necessário dois ingressos por pessoa. Nas férias aproveite os dias de chuva e faça um bom programa: VÁ AO CINEMA